terça-feira, 22 de junho de 2010


E ae galera, beleza? Primeiramente venho me desculpar por passar tanto tempo sumido, isso se alguém tiver notado. Decidi voltar a postar depois de ter recebido uma injeção de ânimo com o RPG.

Tudo começou quando eu decidi voltar a narrar, minha mesa de Lobisomem: Os Destituídos tinha ido pro espaço e já estávamos há 2 meses sem RPG, decidi então narrar uma campanha para humanos usando o livro básico da linha O Mundo das Trevas. Depois de resolvido o que eu iria narrar faltavam algumas coisas para acertar como, o local onde se passaria a crônica e quantos jogadores eu teria.O primeiro problema foi resolvido depois de uma longa conversa com um grande amigo meu, Cadu (amore =***) ele meu deu a idéia de ambientar minhas crônicas na minha cidade natal, Mossoró. E é sobre essa conversa que eu tive com ele que se trata o tópico de hoje.

Eu sempre fui preconceituoso a respeito de narrar na própria cidade(tudo bem, eu sei que é vacilo), mas enfim, e minha conversa com Cadu foi exatamente essa, sobre o preconceito. Ele me mostrou que ambientar crônicas na própria cidade melhoraria a sensação de imersão do jogadores na história, que seria até uma forma de controlar os jogadores para que não acabassem fazendo sangue jorrar por todas as ruas, quando você conhece o lugar onde se joga há uma espécie de respeito instintivo pelo local, depois desses argumentos e mais alguns eu resolvi dar o braço a torcer e colocar as mãos na massa e preparar minha primeira sessão em Mossoró!!

Depois de ter decidido onde se passaria a crônica eu tinha que resolver o assunto com os jogadores, então foi aí que 3 jogadores se propuseram a jogar, ou foram obrigados(kkkkk), vocês podem até ter a sensação de que 3 jogadores é um número baixo para uma mesa, eu por exemplo já narrei para 9 pessoas! Porém, narrar para 3 pessoas foi uma experiência ótima, além dos meus jogadores terem se superado, aproveitando para dar a ele os parabéns por terem se superado nessa mesa e fazerem com que a minha vontade de narrar e continuar jogando RPG não só voltasse, mas aumentasse. Parabéns Will,Chel e Rony!!^^

E por fim, vocês devem estar curiosos para saber como foi a sessão. Se eu pudesse resumir em uma palavra seria, FANTÁSTICA, o que Cadu tinha usado para argumentar foi exatamente o que aconteceu na sessão, os jogadores ficaram imersos na estória, tiveram mais pulso e autonomia por já conhecerem o local onde estavam jogando e arrisco a dizer que pela primeira vez em algum tempo jogamos o bom e velho Role Playing Game. Minhas considerações finais sobre narrar na cidade dos jogadores é que, se vocês ainda não fizeram isso, deveriam!! É uma experiência única!!E pra terminar tenho que agradecer a quatro pessoas: Cadu(por ter me "iluminado"), Will, Chel e Rony, meus três fiéis escudeiros, além de ótimos jogadores, são,foram e sempre serão minhas cobaias quando o assunto é RPG.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

No post de ontem demos uma pequena introdução ao SAS e dissemos que para um melhor entendimento seria necessário conhecer 3 elementos básicos.

Os personagens: Os personagens são as pessoas que habitam a narrativa. Existem
personagens criados pelos jogadores, os protagonistas, e é sobre o ponto de vista deles
que a narrativa decorre; e existem os personagens criados pelo narrador: os
coadjuvantes (personagens com peso dramático), os extras (personagens figurantes e
sem peso dramático) e os antagonistas (personagens opositores aos protagonistas e/ou
coadjuvantes).

As fichas: As fichas dos personagens também seguem esta regra de importância,
protagonistas e antagonistas tem as fichas mais completas e detalhadas, porque eles
estão sempre aonde esta a ação. A ficha dos coadjuvantes pode ser completa, mas
também pode ser resumida, ou até mesmo desconsiderada, afinal o coadjuvante tem seu
papel específico o que em algumas vezes não requer uma ficha própria, basta apenas
algo mais genérico. Os extras são os que têm a ficha mais resumida, eles só precisam
daquilo que usam, ou seja, elementos de combate, ou outros quaisquer, nada mais.
Lembrem-se os extras são os figurantes, as pessoas sem identidade própria que
constituem a história.

As cenas: A cena é o coração do SAS. Uma cena é uma situação de interação entre os
protagonistas (que são os personagens criados pelos jogadores) com algum elemento da
história (sejam coadjuvantes, extras antagonistas, objetos, situações, etc.), e o modo
com que os protagonistas passam por esta situação faz com que a história prossiga e
desenrole-se.

O SAS divide todo o universo de cenas (ou situações) possíveis em dois grandes
grupos:

Os encontros: São as cenas geradas pelos protagonistas, ou por suas ações diretas,
ou por causa de alguma outra ação, ou simplesmente para evidenciar parte da trama.

Os eventos: São as cenas que mantém a continuidade da história, ou que acontecem
para adicionar clima, dramaticidade ou qualquer outro ponto vital para a história.
O ponto central de todo o SAS é organizar a história por cenas–eventos. Dando a cada
evento mensurações para que qualquer pessoa que tenha em mãos aquela anotação
compreenda o que esta acontecendo. Assim o narrador pode dividir as cenas de sua
história com outros narradores e criar histórias completamente novas de velhas cenas.
A perícia do narrador entra na condução da cena, em sua amarração com as demais e na
sua colocação (esticando, encurtando, alterando, abortando) dentro da narrativa que se
desenrola, com isso e com treino qualquer narrador atingirá a maestria do processo
narrativo de maneira simples e segura.

Bem, espero que tenham gostado!!

See ya!o/