sábado, 20 de fevereiro de 2010

No post de ontem demos uma pequena introdução ao SAS e dissemos que para um melhor entendimento seria necessário conhecer 3 elementos básicos.

Os personagens: Os personagens são as pessoas que habitam a narrativa. Existem
personagens criados pelos jogadores, os protagonistas, e é sobre o ponto de vista deles
que a narrativa decorre; e existem os personagens criados pelo narrador: os
coadjuvantes (personagens com peso dramático), os extras (personagens figurantes e
sem peso dramático) e os antagonistas (personagens opositores aos protagonistas e/ou
coadjuvantes).

As fichas: As fichas dos personagens também seguem esta regra de importância,
protagonistas e antagonistas tem as fichas mais completas e detalhadas, porque eles
estão sempre aonde esta a ação. A ficha dos coadjuvantes pode ser completa, mas
também pode ser resumida, ou até mesmo desconsiderada, afinal o coadjuvante tem seu
papel específico o que em algumas vezes não requer uma ficha própria, basta apenas
algo mais genérico. Os extras são os que têm a ficha mais resumida, eles só precisam
daquilo que usam, ou seja, elementos de combate, ou outros quaisquer, nada mais.
Lembrem-se os extras são os figurantes, as pessoas sem identidade própria que
constituem a história.

As cenas: A cena é o coração do SAS. Uma cena é uma situação de interação entre os
protagonistas (que são os personagens criados pelos jogadores) com algum elemento da
história (sejam coadjuvantes, extras antagonistas, objetos, situações, etc.), e o modo
com que os protagonistas passam por esta situação faz com que a história prossiga e
desenrole-se.

O SAS divide todo o universo de cenas (ou situações) possíveis em dois grandes
grupos:

Os encontros: São as cenas geradas pelos protagonistas, ou por suas ações diretas,
ou por causa de alguma outra ação, ou simplesmente para evidenciar parte da trama.

Os eventos: São as cenas que mantém a continuidade da história, ou que acontecem
para adicionar clima, dramaticidade ou qualquer outro ponto vital para a história.
O ponto central de todo o SAS é organizar a história por cenas–eventos. Dando a cada
evento mensurações para que qualquer pessoa que tenha em mãos aquela anotação
compreenda o que esta acontecendo. Assim o narrador pode dividir as cenas de sua
história com outros narradores e criar histórias completamente novas de velhas cenas.
A perícia do narrador entra na condução da cena, em sua amarração com as demais e na
sua colocação (esticando, encurtando, alterando, abortando) dentro da narrativa que se
desenrola, com isso e com treino qualquer narrador atingirá a maestria do processo
narrativo de maneira simples e segura.

Bem, espero que tenham gostado!!

See ya!o/

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